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A instalação de um sistema de energia solar na sua casa requer bastante pesquisa. Antes mesmo de começar a instalar o painel solar, você tem que descobrir quanto custa o sistema todo, qual é a área necessária para instalar os painéis solares, qual é a posição ideal para os painéis, qual é o retorno financeiro, etc. Mas para começar você precisa saber se a sua casa recebe sol suficiente para tornar a energia solar uma opção viável.

O Google, maior mecanismo de busca na web do mundo, sabe exatamente como esse processo é complicado. Os usuários digitam milhões de perguntas relacionadas à energia fotovoltaica no Google todos os dias, por isso a empresa decidiu construir uma ferramenta que torna mais fácil instalar energia solar. O Projeto Sunroof é um novo programa brilhante que usa dados do Google Maps para responder a todas as suas perguntas complicadas de energia solar em um só lugar.

Ao longo dos anos, o Google vem armazenando imagens de satélite de cada propriedade no mundo. Estas imagens contêm um tesouro de dados úteis – incluindo a área total de seu telhado e quanta luz solar incide sobre ele ao longo de um dia normal. O Projeto Sunroof basicamente obtém esses dados e calcula para você as informações básicas do sistema. Basta digitar o seu endereço, e o programa irá calcular a quantidade de energia solar que a sua casa poderia gerar se fosse equipado com um número X de placas fotovoltaicas.

E não para por aí, o Google também sabe mais ou menos o preço da energia da distribuidora em sua área, e pode usar essa informação para estimar o quanto você poderia salvar através da instalação de um gerador de energia solar. Ele ainda faz a projeção de economia e fornece links para empresas de instalação de energia solar em sua área.

project_sunroof_estimates

Fonte: portalsolar.com.br

crise de energia como se prevenir v01

A RECENTE HISTORIA DA CRISE DE ENERGIA NO BRASIL
Falta de energia elétrica e crises energéticas estão cada vez mais fazendo parte da vida do brasileiro. A má administração do setor energético não é um problema novo mas sim um problema recorrente que assombra a vida das Residências, Comércios e Indústrias deixando donas de casa e empresários de “cabelo em pé”.
1° GRANDE CRISE DE ENERGIA NO BRASIL (O Apagão de 2001)
A crise de energia de 2001 (O Apagão de 2001) foi uma crise energética nacional, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica no país todo. Ocorreu entre 1 de julho de 2001 e 19 de fevereiro de 2002, sendo causada principalmente por falta de planejamento e investimentos no setor energético Brasileiro.

No início da crise foi anunciado que talvez se tornasse necessário fazer longos cortes forçados de energia elétrica em todo Brasil. Estes cortes forçados foram então apelidados de “apagões” pela imprensa.

“Apagão” é um termo que descreve interrupções ou falta de energia elétrica, frequentes, que atinjam uma grande área do território brasileiro deixando bairros ou até mesmo cidades inteiras sem energia elétrica.
Crise de Energia de 2001: CAUSAS
Choveu muito pouco no período, falta de planejamento por parte do Governo e ausência de investimentos em geração e transmissão de energia elétrica. Com a escassez de chuva, o nível de água dos reservatórios das hidroelétricas baixou e os brasileiros foram obrigados a racionar energia.

Após toda uma década defasada de investimentos na geração e distribuição de energia elétrica no Brasil, o governo foi obrigado a criar um esquema de racionamento de energia na virada de 2000 para 2001. Era necessário cortar 20% do consumo ou a matriz energética brasileira poderia ter colapsado.

Devido a esta primeira crise de energia em 2001 o Governo iniciou um imenso programa de investimentos em uma rede de usinas termoelétricas, movidas a gás, carvão e óleo combustível que não dependem do ciclo das águas. Essa rede de usinas, segundo o governo, daria flexibilidade para o sistema e serviria de back-up em épocas de secas, complementando a matriz energética nacional. Eles só esqueceram que esta é a forma mais cara de se gerar energia e não é nada sustentável!

“Foi nesta mesma época que a energia solar fotovoltaica começou a ser utilizada em grande escala no mundo todo. Ou seja, poderíamos ter evitado a crise de energia que estamos vivendo em 2015”
Crise de Energia de 2001: BLECAUTES (Apagões)
Desde a crise de energia de 2001, já foram contabilizados 13 apagões grandes no Brasil. Os principais foram em 10 de novembro de 2009, devido a um desligamento total da usina hidroelétrica de Itaipu Binacional, que deixou 18 estados brasileiros totalmente ou parcialmente sem energia. A região sudeste foi a mais afetada e os prejuízos ultrapassaram R$1Bilhão. Em 19 de Janeiro de 2015 ás 14h55, um blecaute atingiu parte de 10 estados (SP,RJ, ES, PR, SC, RS, GO,MG, MS, RO) e o DF, causando falta de energia elétrica a mais de 3 milhões de unidades consumidoras. As causas, segundo as concessionárias de energia, foi uma ordem do ONS para que as mesmas reduzissem a carga devido a um pico de energia que ultrapassou a capacidade de produção do país.
Crise de Energia de 2001: MULTAS
Na época, o limite de consumo mensal de energia elétrica de uma residência, sem multa, foi fixado em 320 kWh. Pelas regras do racionamento de energia na época, se aquele limite fosse ultrapassado, o consumidor deveria pagar 50% a mais sobre o excesso. Além disso, em agosto, a tarifa sofreu um reajuste de 16% desencadeando uma sequência de aumentos na conta de luz.
Crise de Energia de 2001: INFLAÇÃO DA CONTA DE LUZ
O gráfico abaixo dispensa comentários. Embora ele seja de 2011, ele mostra muito bem o que acontece com a conta de luz após uma crise de energia elétrica. A conta de Luz subiu, em uma média nacional, aproximadamente 186% em 8 anos!

Inflacao da Conta de Luz 2001-2010

Inflação da conta de Luz
Dados fornecidos pela Aneel. Fonte: Abrace
A CRISE DE ENERGIA ATUAL (2015-2016)
Em 2014 – 2015 começamos a observar os mesmos indícios de uma crise energética se aproximando novamente: Os níveis dos reservatórios das hidrelétricas atingiram os níveis históricos mais baixos na história do país.

A inflação da conta de Luz em 2015
O investimento no setor elétrico nos últimos dez anos privilegiou usinas termoelétricas para criar uma base de segurança energética para o país, porém, isso tem um custo, um custo tão alto que em apenas 1 ano alguns lugares já atingiram aumentos de 100% em sua conta de luz. As termoelétrica utilizam combustíveis caros (como o gás) e em alguns casos poluentes (óleo combustível e carvão).
A crise de energia 2015 e as Bandeiras Tarifárias
Em 2015 para ajudar a reduzir o impacto no bolso das distribuidoras, que foram obrigadas a comprar a energia cara das termoelétricas pois a energia barata das hidrelétricas não esta mais disponível em abudancia, o governo implantou o sistema das bandeiras tarifárias. Esse sistema de bandeiras faz com que paguemos mais pela energia elétrica quando os níveis dos reservatórios estão baixos. Ou seja, o mal planejamento do setor elétrico brasileiro é mais uma vez repassado para nós. Será realmente que a quantidade absurda de impostos que pagamos não é o suficiente?

A única razão pela qual não estamos vivendo um “apagão” neste exato momento é devido ao fato da crise financeira. Isso mesmo, com esta crise financeira que atinge o nosso país os grandes consumidores de energia, como as montadoras de carro, reduzem drasticamente as suas operações e, portanto, o seu consumo de energia elétrica.

Esperamos que esta crise financeira seja passageira mas, quando ela se for, a crise energética irá atingir a população como nunca antes pois não temos de onde tirar energia elétrica suficiente para uma economia crescente.

O infográfico abaixo demonstra a situação que chegamos a atingir nos reservatórios de água no começo de 2015 e mostram o que estamos falando.
Infográfico: Nivel dos reservatórios das hidrelétricas é o mais baixo
Fonte Infográfico: Correio Brasiliense

nivel dos reservatorios de energia no brasil a crise de energia se aproxima

A MELHOR SOLUÇÃO PARA A CRISE DE ENERGIA É A PREVENÇÃO
A crise de energia elétrica no Brasil, como podemos ver acima, é diretamente relacionada aos níveis dos reservatórios de água no País.

Com o crescente desmatamento da Amazônia e o aquecimento global, os padrões de chuva no Brasil foram alterados para sempre. Ou seja, A MELHOR SOLUÇÃO PARA A CRISE DE ENERGIA É A PREVENÇÃO a única solução que nos resta a curto prazo (neste caso, curto prazo falamos em 10 anos ou mais) é diversificar as fontes de energia elétrica do país, administrar melhor as reservas de água e investir em tratamento de água despoluindo rios e reaproveitando a água consumida.

Não faz mais sentido investir tanto em hidrelétricas quando ainda mal começamos a investir na maior fonte de energia do universo: A Energia Solar. A imagem ao lado mostra o potencial da energia solar em comparação com o potencial das outras fontes:

o potencial da energia solar(2)

Vários países já mostraram que investir em novas fontes de energia, planejamento e controlar o desperdício é a solução. Tem saída, mas precisamos agir rápido.

O Ministro Eduardo Braga falou à Jornalista Mirian Leitão que se os níveis dos reservatórios chegarem a 10% as turbinas não rodam, ou seja não produzem energia. Chegamos em, 17% em janeiro de 2015. Então, o governo está esperando mais oque?!

“ A MELHOR FORMA DE ECONOMIZARMOS ÁGUA E NOS PREVINIRMOS DE UMA CRISE ENERGÉTICA É INVESTINDO EM ENERGIA SOLAR, EM FORMA DE GERAÇÃO DE ENERGIA DISTRIBUÍDA”
COMO SE PREPARAR PARA A CRISE DE ENERGIA
A Crise de energia de 2015, embora não tenha apagado as luzes de nossas casas, já fez com que as contas de luz subissem em média mais de 50% no Brasil todo. A melhor forma de se proteger desses aumentos na conta de Luz e, ajudar o país a evitar um grande apagão, é investindo em um gerador de energia solar.

Dicas para economizar energia elétrica em uma casa:
Uma das formas mais simples de ajudar a evitar uma crise de energia é usando a energia de uma forma inteligente sem desperdícios. Veja abaixo como economizar energia elétrica em uma residência. São pequenas mudanças de hábito que fazem a diferença:
Desligue os aparelhos da tomada quando não estiverem sendo usados;
Escolha eletrodomésticos com o Selo Procel pois são os modelos que consomem menos energia;
Para o aquecimento de água dê preferência aos aquecedores solares. Além da economia na conta de luz, você estará ajudando a preservar o meio ambiente;
Só use o ar-condicionado quando alguém estiver no local, não deixe ele ligado para “já ir esfriando o quarto”;
Mantenha janelas e portas fechadas quando o ar condicionado estiver funcionando;
Evite acender lâmpadas durante o dia. Use melhor a luz do sol, abrindo bem janelas, cortinas e persianas;
Apague as lâmpadas dos ambientes desocupados;
Use lâmpadas LED. Elas duram muito mais e economizam muito em comparação com a tradicional;
Desligue a TV se não estiver assistindo;
Evite dormir com a televisão ligada;
Não deixe o computador, monitor, impressora, caixa de som, estabilizador e outros acessórios do computador ligados sem necessidade;
O chuveiro elétrico é o principal “vilão” na sua conta de luz junto com o ar-condicionado. Tome banhos curtos e economize água e energia elétrica;
Não deixe a porta da geladeira aberta sem necessidade ou por tempo prolongado.

Dicas para economizar energia elétrica na sua empresa:
Como economizar energia elétrica em uma empresa é a pergunta que os empresários e gerentes operacionais mais se perguntam hoje em dia. Com o aumento da conta de luz o custo de operação das empresas subiu significativamente, impactando diretamente na margem de lucro. Abaixo alguma sugestões de como economizar energia elétrica em sua empresa.
Faça a limpeza periódica dos filtros e da abertura de ar dos ar-condicionados e economize até 20% no consumo deles;
Verifique se as tomadas estão aquecendo. Isso significa perda de energia;
Troque a sua iluminação por sistema de LED. A economia é gigante e o payback é curtíssimo;
Instale sensores de movimento em lugares de passagem para controlar a iluminação;
Use cores claras na pintura de suas paredes e teto;
Instale claraboias e use a luz do sol para iluminar a sua produção;
Procure por telhas metálicas térmicas para a sua cobertura. Economize na climatização;
Invista na circulação de Ar e evite o uso de ar-condicionado onde não é fundamental;
Faça a manutenção de suas maquinas e procure por soluções mais eficientes no mercado;
Contrate uma consultoria em eficiência energética e uso racional da água: Para otimizar os seus investimos, compensa muito contratar uma empresa especializada em eficiência energética pois ela vai estudar o seu caso e lhe dizer quais são as suas prioridades de investimento, de acordo com o retorno. Essas empresas são especializadas e poderão criar para você um plano de ação de acordo com as prioridades e o seu orçamento.
PRODUZA A SUA PRÓRPIA ENERGIA ELÉTRICA COM A LUZ DO SOL
Quando você fizer a sua “lição de casa” e reduzir os seus gastos daí é hora de investir na sua própria produção de energia para não ficar vulnerável aos aumentos da conta de luz que estão para vir na próxima década.

Existem algumas formas de se produzir a sua própria energia elétrica, mas a mais eficiente para residências e empresas, e que não depende de água ou combustíveis é a energia fotovoltaica

O mundo todo já investe na geração de energia fotovoltaica há mais de 2 décadas, aliás, nos últimos 10 anos foi a fonte de energia que mais recebeu investimento e cresceu. Só o governo brasileiro não sabe disso, aparentemente!
INSTALE ENERGIA SOLAR E SE LIVRE DOS AUMENTOS DA CONTA DE LUZ
O investimento inicial nos painéis de energia solar fotovoltaica é alto, porém o investimento compensa. Veja abaixo por que compensa investir em uma instalação de energia solar:
A energia solar fotovoltaica valoriza o seu imóvel, sim ele vale mais pois produz a própria energia elétrica!
Os sistemas de energia solar duram em média 25 anos e tem manutenção mínima ou quase nenhuma.
A energia solar valoriza a sua marca. Mostra que a sua empresa tem comprometimento com o meio ambiente e com o país pois está procurando formas sustentáveis de produzir o seu produto.
Trave o preço da conta de Luz. Se você produz parte da energia que consome com o seu próprio gerador de energia fotovoltaica isso quer dizer que você não precisa mais se preocupar com os aumentos da conta de luz. O sol é de graça e pelo visto vamos ter cada vez mais este recurso!

RECEBA 3 ORÇAMENTOS DE ENERGIA SOLAR
O Portal Solar, maior portal de energia solar fotovoltaica do Brasil, te ajuda a encontrar o que tem de melhor no mercado. O nosso conteúdo didático foi criado para lhe ensinar de uma forma simples tudo o que você precisa saber sobre energia solar. Nós te ajudamos também a calcular o investimento necessário para produzir a sua própria energia elétrica e colocamos você em contato com as 3 empresas de energia solar mais próximas de seu local.

Vamos começar?
Caso você queira aprender mais sobre a energia solar fotovoltaica visite o nosso guia do comprador de energia solar. Nesta seção tiramos todas as suas dúvidas. Caso você já conheça tudo sobre energia solar, então faça uma simulação de custo no link abaixo. Se você já conhece bem o assunto, sabe quanto vai custar e está pronto para fazer o investimento então preencha o nosso formulário de pedido de orçamento que vamos lhe colocar em contato gratuitamente com até 3 empresas na sua região. Desta forma você terá opções para comparar e poderá escolher a melhor para você!

Fonte: portalsolar.com.br

Crescimento da energia solar no brasil

O Brasil é um dos países mais ensolarados do mundo; no entanto, esse tipo de energia ainda é fortemente subaproveitado por aqui.
Fonte: Estadão – Celso Ming Celso Ming 04 Outubro 2015

Estão no fim os tempos em que os telhados serviam apenas para cobrir construções. Tende a não ser mais assim. É por meio de seu uso como suporte que hoje 918 estabelecimentos do Brasil têm gerado a própria energia – a partir do sol.

Esse número parece irrelevante quando comparado aos 78 milhões de unidades consumidoras ligadas à rede de energia elétrica no País, mas indica importante ampliação do uso da energia solar fotovoltaica. Há um ano eram apenas 292 mini e microgeradores.

A hora e vez da energia solar

O Brasil é um dos países mais ensolarados do mundo. No entanto, esse tipo de energia ainda é fortemente subaproveitado por aqui. Corresponde a apenas 0,01% da matriz energética. Mas essa fatia da pizza tem tudo para alcançar os 3% em 2024, se for confirmado o que prevê o Plano Decenal de Energia Elétrica, aberto a consulta pública até a próxima quarta-feira.

Um dos fatores que podem proporcionar esse salto é a perspectiva de realização de leilões por meio dos quais o governo federal comprará exclusivamente energia elétrica de fonte solar. Até outubro de 2014, esse segmento disputava preços (mais baixos) com outras fontes renováveis como a eólica e pequenas centrais hidrelétricas, e, por operar a custos mais altos, não conseguia ser competitivo.

De lá para cá, no entanto, já foram realizados dois leilões exclusivos, pelos quais foram contratados 61 projetos com a capacidade instalada de 2GW, o equivalente ao abastecimento de energia elétrica de 700 mil residências médias brasileiras. “Com a sinalização de que o governo finalmente adotou o leilão por fonte, as empresas do setor, antes desinteressadas, virão para o Brasil, porque contam com demanda e contratos de longo prazo”, observa o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, Nivalde de Castro.

Hoje, um dos maiores obstáculos ao avanço da energia fotovoltaica é justamente o preço. A maior parte dos equipamentos é importada e está sujeita aos solavancos do câmbio. No entanto, como aponta Castro, os preços dos equipamentos vêm caindo no mercado global, graças ao aumento de escala de produção e, portanto, de redução de custos. O fator novo é a China, que apostou no modelo de energia solar fotovoltaica e, passou a funcionar como “motor de barateamento” dessa energia.

Mas a energia solar não pode depender apenas de grandes volumes gerados por usinas. Ao contrário, deve provir principalmente da mini e microgeração de energia solar, que são instalações nos domicílios ou nas empresas, cujo produto não passará por leilões de compra ou de venda.

É o que observou quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. O governo prepara o lançamento de um programa que incentivará o segmento.

Independentemente do que virá por aí, a Resolução 482 da Aneel desde 2012 obriga as distribuidoras a integrar à sua rede a energia produzida pelas residências e empresas dotadas de painéis fotovoltaicos. Relógios especiais contabilizam a energia gerada (e repassada à rede) e a consumida (fornecida pela distribuidora) para efeito de cálculo da conta de luz dessas unidades.

Outra aberração que começa a ser corrigida é a cobrança de ICMS tanto no consumo como na geração dessa energia caseira. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), sete Estados já adotaram a isenção: Minas, São Paulo, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Tocantins. Espera-se que outros adiram à norma do Confaz, de abril, que permite a isenção do ICMS sobre a energia gerada.

Para o coordenador do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina, Ricardo Ruther, a isenção ajuda a montar a equação econômica, mas ainda não resolve a questão financeira. “É necessário mecanismo de financiamento para esses consumidores, como o da compra de um carro”, defende. De acordo com Ruther, uma casa onde vive uma família de quatro pessoas em Belo Horizonte, com um consumo médio de 300 kw/h por mês, paga quase R$ 300 de conta de luz.

O investimento em equipamentos de energia solar ficaria em torno de R$ 20 mil. Ele calcula que, apenas com a redução na conta de luz, o custo para instalar energia solar deve ser amortizado em até sete anos, prazo que tende a cair com o aumento das tarifas. Que tal considerar essa opção na próxima reunião do seu condomínio?

Fonte: portalsolar.com.br

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Quem gera sua própria energia elétrica – com MENOS IMPOSTO PARA QUEM GERA ENERGIA SOLAR painéis solares ou aerogeradores, por exemplo – acabou de ganhar uma isenção tributária que fará muita diferença na conta de luz ao final do mês. O governo federal publicou nesta quarta-feira (7 de outubro) a derrubada do PIS-Cofins da tarifa de energia para os consumidores que geram alguma porção de quilowatt para uso próprio.

Até então, a incidência desses tributos – e do ICMS – na conta de luz do mini ou microgerador faziam com que o cidadão perdesse cerca de 30% da energia que produz para o fisco. Só para o PIS-Cofins, eram 10%.

Esse é o primeiro passo do governo federal, após a edição da Resolução 482 que permite a micro e minigeração, para incentivar de fato que os brasileiros passem a gerar sua própria eletricidade. “Em um momento de crise no setor elétrico e de alta nas contas de luz, isso significa dar às pessoas a possibilidade de economizar.” Bárbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

No começo do ano, o governo federal se comprometeu a isentar o PIS-Cofins das contas de energia caso os estados derrubassem o ICMS. Ao longo do ano, o Greenpeace e outras organizações pressionaram para que isso acontecesse. Em abril, o Conselho da Fazenda – composto por representantes de todos os estados brasileiros – fez sua parte e autorizou a mudança da incidência desse imposto. Demorou seis meses, mas o governo finalmente cumpriu sua promessa.

“Agora, o próximo passo é garantir que tenhamos linhas de crédito que facilitem a compra de painéis solares pelos brasileiros”, completa Rubim do Greenpeace. O Brasil é um dos países com maior incidência de sol e com grande capacidade de gerar eletricidade a partir desse recurso. É por isso que o Greenpeace está mapeando, com a ajuda dos internautas, o potencial dos telhados brasileiros.

Fonte: portalsolar.com.br

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Admita, nem sempre você se lembra de recarregar sua bateria portátil. Pensando nisso, uma designer sul-coreana criou um carregador que usa energia solar. O Yolk Solar Paper (papel solar, em inglês) tem células solares para captar energia do Sol e utilizá-la para carregar a bateria do smartphone.

Portátil, ele tem 1,5 mm de espessura e pesa apenas 110 gramas. Os painéis são unidos por uma borda magnética. O usuário pode usar quantos painéis solares quiser.

De acordo com Sung Un Chang, criadora do produto, dois painéis são o suficiente para atingir 5 watts e carregar a bateria de um iPhone 6 em duas horas. Em dias nublados, ele levaria cinco horas para o mesmo trabalho. Além de recarregar smartphones, o Yolk Solar Paper pode ser utilizado em outros dispositivos, como tablets.

Ainda sem previsão de lançamento, o Yolk Solar Paper está no Kickstarter, um site de financiamento coletivo. A meta de Sung Un era arrecadar 50 mil dólares. Contudo, o carregador portátil chamou tanto a atenção do público que, há cinco dias para encerrar a campanha, Sung Un já arrecadou 875 mil dólares.

 

SolarCharger+CellPhone-small

A empresa espera que o aparelho com dois painéis seja vendido por 125 dólares. O dispositivo com quatro painéis custará 200 dólares.

Controle de qualidade

Em entrevista para o Mashable, Sung Un conta que pretendia fabricar o Yolk Solar Paper na China. Mas ela decidiu manter a produção na Coreia devido ao “controle de qualidade” do país.

“Tudo pode ser copiado na China, é inevitável. Assim, mesmo que existam carregadores solares finos e baratos na China, nós preferimos oferecer algo com qualidade”, disse a idealizadora do projeto.

Esta não é a primeira vez que Sung Un consegue emplacar uma campanha no Kickstarter. Seu primeiro carregador solar, o Solarade também fez sucesso na plataforma.

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Ele deixará de emitir 300 mil toneladas de carbono em 25 anos..
Mais de 45 mil painéis são responsáveis por gerar energia.

O Aeroporto Internacional Cochin, em Querala, na Índia, passou esta semana a operar 100% com energia solar. Segundo a empresa que administra o aeroporto, ele é o primeiro internacional do mundo a funcionar apenas com energia do sol.
O consumo de energia solar pelo aeroporto vai poupar a emissão de 300 mil toneladas de carbono na atmosfera pelos próximos 25 anos, de acordo com nota oficial. Isso equivale a plantar três milhões de árvores.
O aeroporto indiano não é o pioneiro na utilização de placas solares para geração de energia, mas será o primeiro a obter e consumir toda sua energia dos raios solares, fazendo com que, tecnicamente, o aeroporto seja “absolutamente neutro” no consumo de energia, informa a operadora.
A demanda energética do aeroporto será atendida por 46.150 painéis solares, instalados em uma área de 180 mil metros quadrados. Os painéis serão capazes de gerar 12 megawatts de potência, o suficiente para abastecer todas as funções operacionais do aeroporto.